O número 13 possui diversas simbologias para Leticia Matos, tanto que ela decidiu reunir todas elas em Pompons! A gaúcha cria uma rede de carinho de pompons e distribui por onde passa, de estabelecimentos de amigos a praças e lugares que ela ama.
Na Livraria da Vila da Al Lorena
Loja Diva na Al Lorena
Árvore de Cobre, lá do alto para ver melhor São Paulo
Praça Itália em Porto Alegre
Esse é nosso: Pompons que ela colocou em homenagem ao Tricotarde no Puma Social Club
Quer ver mais intervenções da Leticia por aí? Procure-a no instagram leti_matos.
Sabe aquelas pessoas que a gente nem conhece mas já sente um afeto enorme? A Marie Tchibi é uma delas. Quando descobri que essa garota prodígio do tricô mantém uma marca própria, a Tchibi, e ainda exporta para o mundo suas criações manuais, virei fã!
Tudo feito pelas mãos dela, apesar de ela já ter me contado que mantém um acervo de máquinas. Lindo, não?
Eu, como professora, sempre sinto que, quando uma pessoa começa a tricotar já pensa logo em criar. Mas tricô em si requer uma engenharia específica e um conhecimento muitas vezes mais avançado para tanto.
Calculando amostra para receita de Chapéu
Criação de receita de chapéu
Escolha to estilo de gorro
Pensando nisso, o site Knitting Software criou alguns programinhas básicos que fazem aqueles cálculos chatos. Os programas são pagos, mas vale a pena para quem quer colocar em práticas as idéias tricotícias sem perder tempo com experimentações.
Sempre que viajo para fora do Brasil procuro fios para comprar. Acabo ficando frustrada, porque tudo é muito muito caro. De volta pro Brasil, vou procurar aqueles fios lindos que vi no exterior, e não tem nada nem parecido. Qual não é meu choque quando dou de cara com o site dessa fazenda, Caixa d’Água, que cria ovelhas e faz fios maravilhosos? O site consegue passar uma visão bem romântica, que eu adorei, do processo de produção artesanal da lã. Parece coisa de outra época.
Fica no Rio Grande do Sul (orgulho da terrinha!), o site é super funcional, a fazenda dá vontade de conhecer, as ovelhas desfilam elegantes em todos os seus tons. e além de tudo, tem uma loja virtual no site! É ou não é um achado? Bem que eles podiam mandar uns fios pro Tricotarde pra gente testar.
Fio Merino, essa cor dá vontade de comer.
Achei o site bem organizado e bem pensado (e sei que sou bem chata com relação a isso). Os caras até nisso estão de parabéns. Tomara que dê muito certo esse negócio.
Faz tempo que penso em escrever um pouco sobre o trabalho da Helen. Se temos o master representante brasileiro do tricô em Londres o Lucas Nascimento, temos também a Helen Rödel aqui, pertinho, lá no Rio Grande do Sul, que sempre se dedicou ao crochê e ultimamente vem incluindo as agulhas de tricô no seu reinado.
O trabalho dela fala por si. É poético, sensível, feminino, e o principal: tem uma identidade única. Helen é uma artista. Seu handmade passa pelo coração antes de chegar nas mãos.
Se o Lucas Nascimento, já tem uma trajetória muito bem delineada e ganhou o mundo (aqui mais sobre ele), a Helen está ainda na sua trajetória, seguindo um caminho por linhas muito mais tortas, coisa que eu admiro bastante.
Resumindo bastante sua jornada, foi mais ou menos assim como contam as fotos.
Começou despretensiosamente, mas desde sempre criando peças com uma identidade muito própria. Sendo sua própria modelo, as fotos eram postadas no Flickr (em 2007 não existia Facebook, dá pra acreditar?)
Em 2009 veio um convite inusitado de uma terra distante: a Islândia. Desfilou na Fashion Week dessa ilha inóspita e o fotógrafo Eduardo Carneiro aproveitou a paisagem para clicar modelos escandinavas com as criações da Helen.
Teve muito mais: Ellus 2ndFloor, parcerias com estilistas, matérias em revistas por todo o planeta. Um destaque para o documentário Estudos MMXI que mostra o atelier, a forma como ela vê seu trabalho, o carinho com as agulhas, a preparação das peças. Um vídeo feito com muita sensibilidade.
Orgulho: nosso encontro de tricô, o Tricotarde, já saiu em matérias ao lado da Helen Rödel pelo menos três vezes: na Harper’s Bazaar, na Revista Mag e numa matéria na Revista da Folha. Mas enquanto somos amadoras, no bom sentido, Helen transformou o handmade na sua vida. Inspiração para a gente, que fica feliz de ver o quanto o tricô e o crochet feito a mão podem ir longe.
Este post no blog do Estadão está legal, contando um pouco mais sobre a carreira da Helen Rödel.
Amigurumi é uma palavra japonesa para designar esses bichinhos lindos feitos de crochet. Lá mesmo que começou a tradição que tem ganhado adeptos nos últimos anos, que já chegaram a criar os personagens de Star Wars.
Entre os dias 6 e 10 de Fevereiro, haverá um curso da técnica em Porto Alegre, no atelier Nia Projektua. Corra para se inscrever, além de aprender crochet, ainda aprenderá as técnicas para criar seus próprios amigurumis e dedoches.